Foi bom enquanto durou...

9.1.17


Hoje sugeri a uma colega escrever algo sobre desapego, e durante o dia esse tema ficou martelando na minha cabeça... Tá que o contexto é completamente diferente do que eu vou dizer aqui (sugeri pra Mari falar sobre desapego literário...) mas ainda assim tem uma certa ligação.
Eu queria conversar um pouco sobre desapegar de pessoas, sim, das pessoas, ou melhor, do que essas pessoas e as lembranças ligadas a elas simbolizam ou já simbolizaram pra nós...
Relacionamentos não são infinitos, eles não duram pra sempre! Seja uma amizade, um namoro, uma parceria que de qualquer forma envolva dois seres humanos: não dura para sempre!
É lindo quando vemos aqueles filmes do tipo sessão da tarde em que as amizades começam no jardim de infância e vão para a vida toda, ou então de casais que se conheceram na pré-escola se casam e envelhecem juntos, mas por mais que existam pessoas assim por aí, a realidade de 90% das relações é outra: pessoas passam por nossa vida o tempo todo, e sim, em algum momento elas se afastam, elas vão embora, ou elas continuam ali por perto, mas já não são o mesmo pra nós, e não há nada de errado nisso!
Quantas vezes já me peguei insistindo em uma amizade que não rolava mais? Lutando e forçando a barra e depois ficando chateada? Mas então vem o amadurecimento para que eu visse que apenas nossas vidas seguiram caminhos diferentes, e tudo bem por isso...
Lembro que quando era mais nova tive um lance na época do colégio com um garoto... Nunca foi nada sério mas entre idas, vindas o rolo todo durou uns dois anos. Enfim, eu me mudei pra outro estado, ele seguiu a vida dele e eu segui a minha... Mas durante meses a fio eu me pegava stalkeando o indivíduo! Olhando fotos em redes sociais, revendo as que eu tinha dele, vigiando à distância com quem o fulano andava e perguntando para amigos em comum como ele estava e o que andava fazendo... O lance todo já tinha acabado, a vida de cada um tinha continuado seu próprio curso mas eu não desapegava! Sabe a expressão não largar o osso? Então! Era o que eu tava fazendo! Já tinham se passado meses e eu continuava na mesma atitude destrutiva.
Parecia algo inocente, uma foto aqui, uma pergunta ali, mas na verdade aquilo me corroía por dentro! Porque por mais que eu dissesse que tinha seguido em frente, era só uma máscara, eu estava mais presa ao passado do que nunca, e não conseguia me conformar com o fato que a outra ponta tinha seguido o próprio rumo, sem mim!
E sabe o que é pior?! Eu nem estava apegada ao cara, eram às lembranças dele! Era ao que cada momento tinha significado em uma determinada época pra mim, e era esse o osso que eu não conseguia largar!
O que eu tive que aprender na marra foi que por melhores que essas lembranças fossem, o lugar delas era no passado, bem quietinhas, e que enquanto eu não as soltasse eu não teria como aproveitar as novas experiências que estavam me aguardando! Foram bons momentos? Foram, enquanto duraram! Não havia porque me agarrar a eles nem ficar me lamentando porque acabaram... A vida é feita disso, desses momentos e de muitos outros que ainda viriam...
Somente com o desapego das coisas que já passaram nós podemos ficar abertos e receptivos para o que ainda há de melhor pra vir!
Então eu desapeguei, deixei ir, e sabe o que Deus trouxe pra mim? Algo infinitamente maior, muito melhor do que eu podia imaginar! E hoje quando olho pra trás, ainda tenho saudosismo pela época boa que passou, mas então olho o meu presente e vejo o quão melhor ele se tornou!

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